Deputado Lourenço Lumingo DO CIRCULO PROVINCIAL DE Cabinda NA ASSEMBLEIA NACIONAL

PRIMEIRA INTERVENÇÃO DO Deputado Lourenço Lumingo DO CIRCULO PROVINCIAL DE Cabinda NA ASSEMBLEIA NACIONAL

Muito obrigado, excelência senhor presidente da AN

Titulares do poder executivo

Ilustres deputados

Povo de Cabinda Mbote

O orçamento a ser discutido hoje, em comparação com os anteriores para Cabinda notamos uma repetição de valores, os quais não entendemos nem percebemos, porque nada de novo traz para àquela parcela do território. Um dos cenários é da reparação de algumas vias sem esgotos e um sistema de saneamento básico deficitário. Algumas obras em conclusão já vão lá, a mais de 10 anos com financiamento, ninguém até hoje perguntou pêlos destinos dos financiamentos anteriores, sendo um facto concreto o da maternidade do hospital provincial de Cabinda.
A reparação das vias aqui estampadas mesmo sem esgotos e de péssima qualidade, verificamos uma repetição das despesas, quando, as mesmas já foram reabilitadas no pretérito mês de dezembro e princípio do mês corrente. Estamos a falar de rubricas como, a de reabilitação e não construção como está escrito no OGE da rua Papá Ngoma, rua primeiro de Maio à cidade de Cabinda, rua mandafama à retunda do cabassango e tantos outros.
A realização da reunião do Conselho de ministros em Cabinda, prometeu o céu aos cabindas que, não vemos agora refletidos no OGE. Resta-nos que os representantes do Executivo aqui presentes, deiam explicações ao povo de Cabinda das promessas feitas, como a mediateca de Cabinda, a centralidade cuja a primeira pedra foi lançada em 2005, resumida hoje em projectos habitacional de sexta categoria, para não falar dos polos industriais, vales de desenvolvimentos e mais recentemente de uma marginal para cabinda, que não constam sequer uma rubrica no OGE 2018.
O petroleo de cabinda financiou a guerra civil em Angola, depois, voltou a financiar a reconstrução de Angola e, infelizmente, a reconstrução nunca chegou à cabinda. 40 anos depois da independência, cabinda continua ter falta de tudo, desde água potável, saneamento básico, energia, a fome, a miséria, o desemprego acentuado no seio da juventude, saúde precária para nao falar do aspecto lastimável que apresenta actualmente cidade de cabinda, onde até está difícil perceber, onde começa e termina a periferia.
Estamos inquietados, como é possível o petróleo de cabinda financiar tantos projetos nesta Angola dentro, como centralidades, vias expressas, viadutos, hospitais de referência e, até agora os mesmos financiamentos não conseguem financiar obras idênticas no local onde sai o produto? Preocupa-nos, doutra parte, que o presidente da República, na sua visita à cabinda não se tenha pronunciado sobre a problemática da autonomia para cabinda que é um sentimento tão visível do seio da àquele povo.
Acreditamos nós que é só com Autonomia, podemos diminuir com as injustiças que se verifica, quando o assunto é, a distribuição, das riquezas de cabinda.

Muito Obrigado.

Originally posted 2018-01-20 11:54:54.

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