Frente independentista de Cabinda exige libertação de manifestantes


A Frente de Libertação do Estado de Cabinda acusou na sexta-feira Angola de estar a exercer “terrorismo de Estado” em Cabinda e pediu a libertação dos mais de 45 jovens do movimento que foram presos pelas autoridades angolanas.

Para a FLEC , Portugal é o culpado desta situação por continuar a fugir às suas responsabilidades e não ter assumido os seus compromissos com o território de Cabinda.

“O responsável de tudo isto é Portugal e os portugueses sempre fugiram às suas responsabilidades, mantendo uma postura hipócrita em relação à nossa situação”, vincou o porta-voz.

O Tratado de Simulambuco foi assinado em 01 de fevereiro de 1885 pelo representante do Governo português Guilherme Augusto de Brito Capello, então capitão tenente da Armada e comandante da corveta “Rainha de Portugal”, e pelos príncipes, chefes e oficiais do reino de N’Goyo.

O tratado colocou Cabinda sob protetorado português e foi elaborado antes da Conferência de Berlim, que dividiu África pelas potências europeias.

A procura da independência data, no entanto, de 1956, quatro anos depois da união administrativa com Angola, com a formação do Movimento de Libertação do Enclave de Cabinda (MLEC) e, em 1963, dois anos depois do início da guerra em Angola, são criados o Comité de Ação da União Nacional dos Cabindas (CAUNC) e a Aliança Maiombe (ALLIAMA).

A Frente de Libertação do Enclave de Cabinda “FLEC” é fundada nesse mesmo ano, como resultado da fusão dos movimentos existentes e de forma a unir esforços que sensibilizassem Portugal para o desejo de independência.

Mais recentemente, a FLEC passou a designar-se Frente de Libertação do Estado de Cabinda.

Originally posted 2019-02-03 18:04:12.

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